quinta-feira, 26 de abril de 2007

segredos da vida







foto Sil Costanti, imagem ao fundo Fabíola Morais

Há cinco anos venho observando de fato a vida. Digo de fato pois antes desse período a vida passava e não percebia várias coisas que hoje são muito caras para a qualidade de vida que quero manter.
Das observações mais importantes: o respeito que tenho pela alegria e pela gratidão de viver, minha origem/ família, as escolhas que fiz através das orientações e influências que recebi. Sem demagogias ou ingenuidades estou certa de que somos aquilo que acreditamos ser, e mais, somos o que desejarmos profundamente ser.
Dos meus maiores segredos conto que a vida é... e eu sou...

segunda-feira, 23 de abril de 2007

A Arte de Receber

Recentemente venho discutindo casualmete sobre como se recebe em casa, seja para festas ou para almocinhos e jantares entre amigos...
Das coisas que mais percebo na vivência entre estas situações, em casa ou na casa de amigos é o modo como cada um organiza, partilha ou recebe em casa.
Destas diferentes formas o intuito em geral é propiciar um encontro agradável e divertido entre pessoas que "supostamente" se querem bem.
Digo supostamente pois algumas de minhas últimas experiências vem me fazendo refletir no como e no porquê destes eventos e sobretudo nos procedimentos experienciados.
A não regra é a melhor delas. Não regra para um boa recepção, a única coisa que realmente importa é o momento, a comida e as risadas compartilhadas nestes encontros.
Pois é. É de encontros e desencontros, sem referências diretas ao filme da Sophia Copola que este texto de hoje tem a ver...
Na verdade, quando se recebe em casa se abre a possibilidade de encontrar o outro, de receber e de trocar com o outro experiências que de algum modo enriqueçam a nossa experiência de vida. Num mundo cada vez mais agitado e com uma vida social frívola e distanciada, relegada ao espaço público/privado, galerias, livrarias, museus, cinemas, o real encontro com o outro se torna cada vez mais difícil...
Receber em casa é, de fato, uma arte, pois abrir a casa e a guarda para que situações onde a diferença de pensamento e de entendimento de e no mundo possam ser trocadas é, realmente, no meu entender o fim, sem finalidade exata, de simplesmente estar juntos.
O resto é uma bobagem sem fim... e se neste lugar do encontro não houver espaço para aceitar simplesmente, sem a rudeza da má vontade, do desrespeito e da violência urbana cotidiana, nada mais tem sentido.

bjs