quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Estudo e mapeamento de SJDR realizado pelos projetos de pesquisa e extensao Sistema de Equipamentos Coletivos e Espaços Publicos na UFSJ.

Equipamentos  Coletivos  Educacionais  e  Espaços  Públicos     
Estudo  do  território,  dos  espaços  educativos  e  do  processo  de  implantação  da  Educação  em  
tempo  integral  no  Município  de  São  João  del-­‐Rei/MG  

Alice  Aldina  S.  Dias   José  Mário  Dominello   Adriana  Gomes  do  Nascimento   Universidade  Federal  de  São  João  del-­‐Rei   FNDE  ␣  Fundo  Nacional  de  Desenvolvimento  da  Educação     

RELATO  DE  EXPERIÊNCIA  
 Educação   Integral  na  Região  das  Vertentes  /São  João  del-­‐Rei coordenado  pelo  prof.   Levindo  Diniz  Carvalho ,  PME  no  seu  processo  de  implantação  na  cidade  de  São  João  del-­‐Rei.  

Os  espaços  coletivos  educativos  são  referências  para  a  compreensão  da   cidade  e  da  formação  de  núcleos  urbanos  onde  se  concentram  as  atividades   fundamentais,  que  interessam  a  um  grande  número  de  pessoas  ou  das  quais  a   maioria  necessita.  Esses  núcleos  foram  denominados  por  Manuel  Castells  como   centros  urbanos.  Nestes  são  implantados  comércio,  serviços,  equipamentos   urbanos,  gestão  administrativa,  financeira  e  política,  e  não  coincidem   necessariamente  com  uma  centralidade  geográfica.  O  surgimento  de  centros   urbanos  permite  a  coordenação  das  atividades,  a  identificação  e  a  criação  das   condições  necessárias  à  comunicação  entre  os  usuários.  A  escola,  enquanto   equipamento  coletivo  de  disseminação  de  conhecimento  e  valores,  é  um   importante  elemento  gerador  de  centralidades  de  caráter  simbólico,  ou  seja,   ligados  à  formação  e  organização  da  cidade.    
Podemos  perceber  em  São  João  del-­‐Rei  uma  concentração  de  equipamentos   educativos  nas  três  principais  centralidades  da  cidade:  Centro,  Fábricas  e   Matozinhos.    (Mapa  1)  A  primeira  compõe  o  núcleo  principal  da  cidade;  a   segunda  simboliza  o  período  de  desenvolvimento  econômico  da  comarca  com  a   instalação  na  região  das  fábricas  de  tecido  e  da  estrada  de  ferro  no  final  do  século   XIX;  e,  a  terceira,  apesar  de  retomar  o  processo  de  formação  da  cidade,  emergiu   como  um  dos  centros  de  maior  relevância  para  o  município  com  o  loteamento   das  chácaras  fundadas  pelos  paulistas.    Ao  mesmo  tempo,  temos  uma  ausência   de  escolas  nas  demais  áreas.  (Mapa  2)  Destacamos  as  áreas  da  cidade  que   atualmente  passam  por  um  processo  de  expansão,  com  a  formação  de  novos   loteamentos  e  consequente  fluxo  migratório,  sem  o  planejamento  e  criação  de   uma  estrutura  educacional  adequada.  
Mapa  1.  Áreas  com  concentração  de  escolas.  
Mapa  3.  Área  rural  e  núcleo  urbano  do  município.  
Neste  sentido  também  podemos  refletir  sobre  a  relação  entre  o  espaço   urbano  e  o  rural.  (Mapa  3)  O  mesmo  processo  acontece  no  meio  rural,  áreas  com   concentração  de  equipamentos  coletivos  educativos    e  áreas  com  carência   desses.  No  entanto,  outros  dois  critérios  devem  ser  considerados:  a  maior   distância  entre  as  moradias  e  os  centros  urbanos  e  o  difícil  acesso  aos  locais  e   serviços.  Quanto  maior  a  distância  da  moradia  (fazenda,  sítio)  até  a  escola,  maior   será  a  dificuldade  para  acessá­‐la,  maior  será  o  tempo  gasto  no  percurso  e  maior   será  o  desgaste  sofrido  pelo  aluno.  A  maioria  dos  povoados  não  possui  transporte   adequado  e  em  alguns  casos  isto  impede  a  implantação  do  sistema  de  tempo   integral  na  escola.  A  falta  de  infraestrutura  adequada  e  sistema  de  transporte  que   garanta  o  acesso  dos  alunos  aos  equipamentos  educativos  gera  isolamento  e   déficit  educacional.    

CONCLUSÃO  
A  produção  da  cartografia  de  apoio  -  mapas  temáticos,  mapas  de   caracterização  e  distribuição  da  população  e  seus  movimentos,  mapas  de   infraestrutura  urbana  e  mapas  de  atividades  econômicas  predominantes  - pode   colaborar  com  uma  leitura  da  cidade  mais  coletiva,  complexa,  intersetorial  e  que   relacione  os  aspectos  da  cidade  na  tentativa  de  compreender  a  rede  que  a   envolve,  caminhando  para  além  de  uma  visão  fragmentada  da  sociedade.  O   cruzamento  de  outras  informações  com  esses  mapas  também  podem  contribuir   para  uma  melhor  compreensão  da  cidade.    
Ao  lançarmos  o  olhar  sobre  a  cartografia,  obtemos,  por  meio  de  uma  análise   de  forma-­‐conteúdo,  o  modo  como  os  equipamentos  educacionais  de  ensino   básico  se  situam  espacialmente  perante  outros  equipamentos  coletivos   educativos  ou  em  relação  a  áreas  com  potencial  de  uso  para  o  processo   educacional,  apresentando  certa  desigualdade  entre  centros  e  periferias,  e  entre   campo  e  cidade.  Essas  análises  servem  não  apenas  à  pesquisa,  mas  também,  com   seu  caráter  de  extensão,  ao  planejamento  e  gestão  urbanas,  dando  a   possibilidade  de  um  olhar  especializado  à  administração  pública  e  assim   instrumentos  para  um  processo  decisório  consciente,  equilibrado  e  coerente  com   a  realidade  do  município.  E  por  fim,  para  tanto  é  necessário  o  debate  sustentado   pela  troca  de  informações.  

REFERÊNCIAS  BIBLIOGRÁFICAS  
CASTELLS,  M.  A  Questão  Urbana.  RJ:  Paz  e  Terra,  2009.    
MARTINELLI,  Marcelo.  Mapas  da  geografia  e  cartografia  temática.  5.ed.  São  Paulo:   Contexto,  2009.    
NAME,  Leo  &  LONTRA  NACIF,  Cristina.  Notas  sobre  mapas,  mapeamentos  e  o   planejamento  urbano  participativo  no  Brasil  na  perspectiva  de  uma  cartografia   crítica.  Biblio  3W.  Revista  Bibliográfica  de  Geografía  y  Ciencias  Sociales.  [En  línea].   Barcelona:  Universidad  de  Barcelona,  25  de  marzo  de  2013,  Vol.  XVIII,  no.  1018.   .    
 

Mapa  2.  Áreas  com  carência  de  escolas. 

I Encontro de Desenvolvimento Sustentável Urbano e Rural _ EMIDESUR




A produção familiar no Brasil não passa apenas por um processo de diferenciação social crescente originando formatos diversos no que se refere à organização produtiva, mas com a emergência da questão ambiental, desenvolve diferentes estratégias de reconstrução de relações com a natureza e com a sociedade tendo como primícias o desenvolvimento em moldes sustentáveis. Nesse sentido os objetivos e metas do I EMIDESUR - I Encontro Mineiro de Desenvolvimento Sustentável Urbano e Rural que apresenta como tema a “Produção Familiar e Agroecologia” são: 
1)- Reunir profissionais de renomadas instituições de ensino, pesquisa e extensão, autoridades governamentais, representantes do setor privado e de organizações sociais com a finalidade de discutir temas relevantes concernentes ao desenvolvimento sustentável dos meios urbano e rural. 
2)- Promover uma nova forma de economia local incentivando a economia solidária; 
3)- A partir de um entendimento da luta pela terra, relacionar questões e ações da agricultura urbana e da educação no campo;
4)- Incentivar a adoção de práticas que promovam a sustentabilidade rural e urbana, através da conservação do solo, da água, amparado na viabilidade econômica/social e na segurança alimentar; 5)- Analisar e observar relações urbano-rurais face diferentes possibilidades de infraestruturas, de mobilidade, produtivas, regionais e territoriais;
6)- Difundir conhecimentos e tecnologias relativas à sustentabilidade dos meios de produção; 
7)- Discutir metodologias de ação no sentido de conscientizar as populações sobre o consumo sustentável, seus direitos e deveres enquanto cidadãos quanto à necessidade de contribuir para redução dos efeitos deletérios da crise ambiental, mudança de postura e comportamento. 

Os objetivos específicos do I EMIDESUR são: Promover o diálogo científico em consonância com o social/popular sobre a sustentabilidade no meio rural e urbano, abordando temas amplos relacionados às práticas produtivas com base agroecológica.  Em longo prazo, pretende-se enfatizar a ciência inovadora, tecnológica e social; a eficiência, racionalidade, difusão de metodologias e melhores práticas sobre gestão de inovação.

Este evento é uma parceria interdisciplinar do Departamento de Zootecnia e do Curso de Arquitetura e Urbanismo de UFSJ e a Prefeitura Municipal de SJDR. Conta com o apoio de diversos projetos de Pesquisa e Extensão, além de outras entidades e setores publicos.

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Narrative: video-experience


Este vídeo foi realizado para a exposição Plan Libre, parte integrante do Festival DIEP - Le Modernisme, ocorrido em Julho de 2011. A narrativa produzida foi realizada a partir da participação no projeto de residência ocorrida na edificação moderna denominada Villa Perrote, localizada na cidade de Dieppe, na regiao da Haute Normandie francesa, no mês de maio.

Todo a filmagem realizada durante a residência na França teve como proposta a montagem de diferentes níveis narrativos: sonoros; imagéticos; referenciais - brasileiros e franceses, já que parte do ponto de vista de uma brasileira sobre a questão moderna, que não apenas francesa, mas universal, e portanto do deslocamento deste mesmo ponto de vista; de oralidade que procura posicionar, tensionar e acentuar, delicadamente, a questão dos modos de perceber e praticar o mundo.

O filme procura  indagar o legado da modernidade por parte da sociedade e também da de seus herdeiros legais.

Com relação à escolha da trilha sonora destacamos que a seleção musical foi realizada à partir do acervo de long plays encontrados na casa durante a residência artística e, posteriormente sua estruturação contou com a preciosa colaboração de Anselmo Mancini, cuja música que encerra o filme é de sua autoria.

Observa-se que o filme tem um caráter experimental e não tem fins lucrativos. Segue o link:

https://www.youtube.com/watch?v=77vwfCcaoe8

Manifesto sobre processos e praticas projetuais. O caso do estudo para o Curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSJ.




Em primeiro lugar eu gostaria de parabenizar o Centro Acadêmico pela liderança no debate proposto por essa Assembléia. O que eu desejo como professora é que vocês saiam daqui muito mais do que Arquitetos e Urbanistas, que saiam como lideranças, como gente que pensa por si próprio, como cidadãos participativos dos tantos debates e processos necessários para um mundo cada vez mais democrático.

Em segundo me posiciono. Seria muito mais fácil e simples para mim ser a favor de coisas que não me dizem respeito. No entanto, me manifesto por acreditar que pertenço a esse processo, que em construção e que, ser ouvida é um direito, e que portanto valham as minhas, como as de qualquer um que acredita na palavra como ação.

Algumas considerações :
De que modo podemos marcar nossa presença no mundo ?
Que marcas queremos deixar ? Que relações pontuam nossas ações ?
Que cultura e que ténicas afetam nossos sentidos e os sentidos ofertados ao mundo ?
Ao tratar aqui do projeto em questäo, pergunto se seria apenas o projeto, objeto de questionamento ?

Aponto primeiramente o item de pauta sobre a localizaçäo e, para isso, considerei diversos níveis e dimensõe sobre o que isso poderia sucitar enquanto debate. Listo :
-       Debate sobre os planos diretores da Universidade em relação aos planos e planejamento urbano de SJDR e assim feito;
-       Amplo debate e definição conjunta sobre a localizaçäo do edificio do Curso (particularmente defendo a permanência no CTAN por diversas razões já analisadas, dentre as quais a de posicionamento crítico e de movimento pendular entre o centro e a borda cidade : a cidade é também o centro. Näo apenas o centro.)

Quanto ao projeto propriamente dito :
-       Necessidade de Interlocução entre os diversos usuários do projeto ;
-       Respostas que atendam à variadas demandas reais ;
-       Processo de construção das idéias ;
-       Revisão do programa e da distrubuição dos espaços .

Essa problematização, sobre quem se localiza onde nesse Território Educativo-Urbano em construção vem sendo pensado na relação entre a Cidade e a Natureza, entre o projeto e as soluções técnicas, entre soluções técnicas e Sustentabilidade, indo profundamente na questão dos impactos que a mineraçäo está deixando como legado ao Estado de Minas Gerais.

Seria essa a contribuição da Arquitetura e do Urbanismo ao se associar a questões predatórias do espaço ?

As arquiteturas de matal fazem parte da trajetória histórica da Arquitetura e de seus maiores ícones : Torre Eiffel , Feira Universal de 1900 em Paris, Mies Van Der Rohe na década de 50 nos EUA, No Brasil o primeiro edificio em Estrutura Metálica, o Avenida Central, do Mindlin para a AV. Rio Branco em 1961.
Seria essa  a técnica que nos posicionaria criticamente no século XXI ? Cito:

Com relação aos possíveis entendimentos da cidade como acumulação de ação-espaço-tempo Paul Virilio abre seu livro  L’ art à perte de vue (2005, p. 9), afirmando que se o século XVII foi da matemática, o XVIII pertenceu às ciências físicas e o XIX à biologia. Com relação ao tempo e as tantas definições apresentadas sobre o século XX, Virilio enfatiza uma delas, que seria a sensibilidade do presente relacionada ao medo. E que em seu ápice ele, o medo, não poderia ser compreendido como uma ciência, mas como uma técnica que teria se tornado também em arte contemporânea, de destruição mutua, também por seu entendimento como cultura dominante. (Nascimento, 2011, tradução minha).

Tenho as minhas dúvidas com relação às técnicas escolhidas para este projeto, face a uma profusäo de soluções que consideram desde as vernaculares até as mistas, sem deixar de se colocar na contemporaneidade.

Ao pensar sobre esse curso, assim denominado e não Escola, penso nele como uma segunda casa, sobretudo para os que chegam à UFSJ com diferentes históricos de vida e os posiciono face a um amplo leque de questões que vão do local ao mundial. Que imagem é essa que nos representa? Que relações entre escalas se colocam no e através do projeto ?

Entendo que essa não é uma decisão simples, nem fácil de ser tomada, e nem espero que seja. 

Simplicidade näo corresponde à complexidade da coisa e muito menos aos processos, que para serem democráticos exigem profundos debates e tempos que o permitam.

Entendo ainda que a melhor decisão e escolha de caminhos é aquela que for tomada e envolvida pela maior gama possível da comunidade e por diferentes atores, coletivamente.

Continuando o debate: carta lida na Reunião de Departamento em 14 de Julho de 2014.


Qual o sentido de um Curso de Arquitetura e Urbanismo nos dias atuais ?



De que modo a participação do arquiteto e urbanista pode ser absorvida pela sociedade ? No caso de um curso público e federal, qual sua real contribuição para a Universidade e ainda para a cidade onde se localiza ?
Perguntas complexas  exigem respostas à altura, assim como através de contribuições multiplas e, portanto, sem respostas rápidas.

Dentre as bibliografias atuais estudadas e praticadas sobre Planejamento Urbano e Regional, no curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSJ, vimos aprofundando os debates sobre o Direito à Cidade associada à questões como a de localização e a de centralidade em SJDR, associadas à críticas contemporâneas e a noções como sustentabilidade e diversidade. Não se trata aqui de um mero descarte do eu x outro. Trata-se de uma elaboração que inclua e envolva racionalidades outras, pois a entendo como debate epistemológico, que inclui práticas e processos tão caros às áreas Sociais Aplicadas.

Consideramos a abordagem da cidade compacta extremamente relevante. No entanto, no caso da cidade de SJDR, me parce contraditório ao sobrepormos outras categorias e metodologias analítico-propositivas, multidisciplinares como a da localização e a de centralidade, associada à preservação patrimonial. Esse acúmulo considera a soma de poder simbólico (Bourdieu, Castells), a exaltação do city marketing  (sociedade do espetaculo - Debord, Jacques, Jeudy, Fernandes) associado a usos instrumentais que descartam práticas e processos existentes, ressaltando e reiterando noções como a da geografia econômica no sentido de contribuir para e com o mercado imobiliário e não para a sua regulação.

Assim,  entendo que sozinha a categoria de cidade compacta descarta possibilidades de construirmos metodologias adequadas tanto para um Curso novo, quanto relacionada às possibilidades do momento, face aos processos de elaboração de políticas e projetos reais e públicos, locais.

Planos Diretores

Desde minha chegada à Universidade e passagem pelos Conselhos de Preservação do Patrimônio e Universitário estive atenta aos poucos debates públicos sobre os tais planos, sua real e efetiva relação com a cidade. Impossível não relacionar expansão universitária e mercado imobiliário.

Há muita a ser feito e, sobretudo, corrigido em cada um deles. Alguns mais, outros menos, tanto internamente quanto em relação aos seus entornos. Há equívocos de toda natureza, desde implantação, programa e qualidade espacial dos projetos. Uma caminhada pelos campi universitário e temos uma aula a não ser seguida. Qual a relevância de um curso de Arquitetura e Urbanismo numa Universidade que pouco o considera? De que modo podemos ampliar nossa contribuição, nesse sentido ? Com um prédio? Críticas deveriam apreendidas como necessariamente construtivas. Questionar não significa descartar.

Quanto aos Projetos

Ainda que teoricamente, apresentei algumas vezes aos integrantes do Curso, uma proposta de projeto que tentava alinhavar conceitualmente debates sobre o que o curso de Arquitetura e Urbanismo pode. E, entendo, pode muito. Num primeiro momento com a sigla de NADA, e numa versão posterior mais ampliada, com a denominação de CIRANDA, procurava articular estruturalmente uma base de dados urbanos à colaboração multidisciplinar e, assim um projeto de Curso de Arquitetura e Urbanismo que contemplasse o PPC existente associada a revisões indispensáveis para o seu avanço assimilando projetos, contribuições e experiências pessoais de cada um de seus integrantes. Tarefa complexa e lenta em meu entendimento.

Mesmo apresentando aos meus pares nunca fui procurada para debatê-lo, mesmo que fosse para refutá-lo.
Assim, quanto a existência de outros projetos, entendo a teoria como tal. E assim, temos mais do que um. Inclusive que pensa a construção do conhecimento contemplando a participção. Se opondo aos ritmos velozes e atropeladores de possibilidade inclusivas, incluindo grande parte dos programas do atual governo, e portanto fora daquilo que entendo como Debate Político, pois alicerçado na aceleração – vide carta do DECIS sobre os processos de expansão da Universidade.

Como Universidade Pública e Federal entendo que o lugar que temos posse nos garante questionamentos e alternativas àquilo que destrói conflitos, simplesmente por negá-los e nem sequer debatê-los.

Simultaneamente a esse processo crítico, vim analisando algumas estruturas relacionadas às questões de gestão e de políticas públicas, avaliando de que modo poderíamos como curso nos apropriar e ocupar a cidade, sem necessariamente estarmos no centro (isso realizado em estúdios que procuraram sempre articular pesquisa-ensino-extensão e multidisciplinarmente).

Assim, noções como a de apropriação, reaproveitamento e renovação de usos e lugares sempre tiveram relevância em nossas abordagens sobre a cidade, assim como entendimentos que poderiam alicerçar outros debates e trocas de conhecimento, sobretudo entre campos disciplinares.

O projeto tem como proposta a tentativa, no sentido de conseguirmos compreender as aberturas possíveis que um curso novo possibilita à partir de uma conceituação que abranja a todos os seus integrantes e colaboradores, sem os quais se não interagimos, tão pouco avançamos.

Sobre participação

Não se trata apenas de uma categoria aleatória. Este é o desafio para o século XXI. Se o subestimamos ou consideramos tarefa inexequível ou utópica, qual a nossa contribuição crítica e prática face sua aplicação social ? Não acreditar nela significa matá-la, antes mesmo que possa nascer.
Metodologia adequada é aquela criada de acordo com os desafios locais. Em SJDR os desafios são muitos e em processo. Assim, o estabelecimento de diretrizes que orientem as reais e múltiplas possibilidades práticas se torna indispensável.


sábado, 26 de outubro de 2013

Transição: (entre) os sentidos da forma-conteúdo. Territorialidades e Temporalidades em São João del-Rei


Este artigo foi publicado no Livro de Atas do Portuguese Network of Urban Morphology e pode ser encontrado tanto no site do evento: http://www.pnum2013.dec.uc.pt/, quanto também disponivel no link abaixo:

Transição: (entre) os sentidos da forma-conteúdo. Territorialidades e Temporalidades em São João del-Rei

domingo, 3 de março de 2013

Programa A.T.A. 2012_2/ Encerramento de semestre



O Grupo de Pesquisa A.T.A, emsua programação de 2012-2, convida a comunidade acadêmica para um ciclo de conversas sobre temas e questões levantadas a partir de leituras dos textos, A revolução Urbana de Henri Lefebvre, Topologia da arte de Boris Groys e O Universo das Imagens Técnicas: Elogio da Superficialidade de Vilém Flusser.

Os encontros acontecerão na sala multimídia do Solar da Baronesa de 16h00-18h00.
Dia 06.03. coordenado por Adriana Nascimento (DAUAP)
Dia13.06. coordenado por Ines Linke (DELAC)
Dia 10.04. coordenado por Gedley Belchior Braga (DAUAP)

Contamos com sua presença.